Educação para a Prática IV
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Conhecimentos de Base Recomendados
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Objetivos
a. Demonstrar competências na prática clínica (recolha de dados, avaliação, diagnóstico, prognóstico, planeamento, aplicação e análise de eficácia);
b. Promover práticas para a educação em saúde com outros profissionais;
c. Formar e promover formação em serviços para utentes, cuidadores e outros profissionais;
d. Identificar e agir em conformidade com a política social e organizacional das instituições;
e. Identificar, autoavaliar e agir sobre as necessidades de desenvolvimento profissional;
f. Atuar profissionalmente, com comunicação e postura adequada, responsabilidade, qualidade de serviço, pró.atividade e controlo das emoções;
g. Resumir e analisar criticamente artigos científicos refletindo sobre a relevância para a problemática estudada e para a prática clínica experienciada.
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Métodos de Ensino
Demonstração em contexto real incluindo teleprática
Estudo de casos
Análise documental
Debate online
Reflexão e discussão interpares
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Estágio(s)
Não
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Programa
1. Princípios de raciocínio clínico na recolha de dados observados da anamnese, avaliação, diagnóstico e prognóstico;
2. Modelos de intervenção terapêutica, técnicas, estratégias;
3. Modelos de adequação do plano e programa terapêutico em perturbações da comunicação, linguagem, fala, voz, deglutição e motricidade oro.facial;
4. Modelos de interação profissional com cuidadores, orientador cooperante e outros profissionais;
5. Modalidades de aconselhamento e intervenção preventiva – ações de formação, projetos e programas de desenvolvimento de competências em contexto;
6. Raciocínio científico de tomada de decisão – método indutivo e dedutivo;
7. Prática baseada em evidência sobre patologias da comunicação, linguagem, fala, voz e deglutição.
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Demonstração de conteúdos
O objetivo geral das UC de Educação para a Prática visa o desenvolvimento de competência nas áreas de intervenção do terapeuta da fala em contexto real de estágio.
Esta UC de Educação para a Prática IV pretende que o estudante em estágio, pratique todas as competências de um terapeuta da fala (intervenção, prevenção, aconselhamento, membro de equipa, gestão de serviços, formação, profissionalismo e investigação) em diferentes contextos educacionais e de saúde em utentes com perturbações da comunicação, linguagem, fala, voz e deglutição. Pretende-se que aplique raciocínio clínico, desenvolva e pratique competências relacionadas com a prática baseada na evidência, trabalhando sobre artigos científicos, refletindo sobre a relevância para a problemática estudada e para a prática clínica experienciada. -
Demonstração da metodologia
Em contextos diversos de prestação de serviços em Terapia da Fala, o estudante pratica e desenvolver competências de intervenção, prevenção e aconselhamento clínico em Terapia da Fala, assim como de gestão de serviços, preparação e implementação de formação e ensino. A sua presença no local de estágio tem também como finalidade contribuir para o funcionamento da instituição. A intervenção clínica direta e indireta deverá ser autónoma, mas supervisionada por um terapeuta da fala (orientador cooperante). Para além da intervenção direta o estudante, participa em atividades de organização e gestão dos serviços, trabalho em equipa e implementação de projetos. Pressuposto a esta prática, o estudante desenvolve e pratica competências relacionadas com a prática baseada na evidência, discussão de casos, planeamento da intervenção e avaliação da eficácia.
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Docente(s) responsável(eis)
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Bibliografia
- Bray, M., Todd, C., & Ross, A. (1999). Speech and language, clinical process and practice. London: Whurr.
- Dodd, B. (2007). Evidence-based practice and speech-language pathology: Strengths, weaknesses, opportunities and threats. Folia Phoniatrica et Logopaedica, 59(3), 118–129. https://doi.org/10.1159/000101770
- Pedinielli, J.-L., & Fernandez, L. (2008). O Estudo de caso e a observação clínica. Lisboa: Climepsi.
- Kamhi, A. G. (2006). Combining research and reason to make treatment decisions. Language Speech and Hearing Services in Schools, 37(4), 255. https://doi.org/10.1044/0161-1461(2006/028)
- Peixoto, V., & Rocha, J. (2009). Metodologias de intervenção em terapia da fala. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.
Bray, M., Todd, C., & Ross, A. (1999). Speech and language, clinical process and practice. London: Whurr.\nHegde, M., & Davis, D. (2009). Clinical methods and practicum in speech-language pathology (5.a Ed.). Clifton Park, NY: Delmar Cengage Learning.\nKamhi, A. G. (2006). Combining research and reason to make treatment decisions. Language Speech and Hearing Services in Schools, 37(4), 255. \nLeonard, M. V, Plexico, L. W., Plumb, A. M., & Sandage, M. J. (2016). Emerging practice preferences of speech-language pathology students. Contemporary Issues in Communication Science and Disorders, 43, 285–298. \nRoth, F. P., & Worthington, C. K. (2016). Treatment resource manual for speech-language pathology (5.ª Ed.). Clifton Park, NY: Cengage Learning.\nShipley, K. G., & McAfee, J. G. (2015). Assessment in speech-language pathology: a resource manual (5.ª Ed.). Boston, MA: Delmar Cengage Learning.\n
Detalhes do curso
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Código
LICTF43
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Modo de Ensino
PRESENCIAL
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ECTS
15.0
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Duração
Semestral
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Horas
224h Estágio
32h Orientação Tutorial
