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Políticas Sociais

    Detalhes do curso

  • Conhecimentos de Base Recomendados

    -

  • Objetivos

    Discutir a natureza do Estado ­Providência nas sociedades modernas e, em particular, na União Europeia.
    ­ Refletir sobre a natureza e o âmbito da política social e as novas formas de a conceptualizar como resposta a
    novas categorias de problemas e a alterações nas condições de produção de bem­estar
    ­ Posicionar­se perante alguns dos significados e controvérsias na definição das Politicas Sociais em
    diferentes domínios, do emprego à prevenção da exclusão, da habitação à saúde.
    ­ Problematizar políticas e perspetivas legislativas que sustentam os processos de animação e intervenção
    sociocultural em diferentes domínios e campos profissionais (do domicílio, do acolhimento, da inserção; do
    local, da deficiência, …)
    ­ Refletir sobre as formas de organização da produção de bem­estar, das formas de atuação do Estado (aos
    nível central e local) à sua articulação com outros atores sociais (mercado, economia social e sociedade civil).

  • Métodos de Ensino

    Compreende: (a) Exposição do bloco A, pela/pelo docente; (b) Apresentação de comentários, escritos ou orais, a textos ou filmes; (c) Apresentação e discussão dos trabalhos finais de grupo, centrados nos temas do bloco B e incluindo trabalho empírico sobre instituições da área escolhida com elaboração prévia de uma ficha de projeto (leituras e referências ao trabalho empírico) ; (d) Acompanhamento tutorial.
    É fomentado o debate a partir da informação apresentada e de “casos” de atualidade (comunicação social), e o contacto direto ou via web com entidades públicas ou privadas para conhecimento de programas de políticas sociais.

  • Estágio(s)

    Não

  • Programa

    A ­ Estado­Providência, Políticas Sociais e funções sociais do Estado
    1. Estado–Providência e funções sociais do Estado. Conceito e âmbito das Políticas Sociais
    2. Da crise à reforma do Estado Social. Pluralidades dos atores: o Welfare­mix. Novas cidadanias e novos
    movimentos sociais
    3. Os profissionais do social: “arte” de fazer, urgências sociais e riscos institucionais
    B – Contextos e situações, perspetivas sociais, opções políticas e instrumentos
    1. Vida ativa, trabalho, emprego e desemprego. Precarização e polivalência no trabalho.
    2. Pobreza e exclusão social. Os “desencorajados”. As populações juvenis em situação de risco. As empresas
    de inserção. O envelhecimento ativo.
    3. As descriminações de género e as políticas de apoio à família
    4. Imigração, diversidade étnica e integração social
    5. O alojamento, a habitação e a cidade.

  • Demonstração de conteúdos

    Nesta UC serão abordadas questões relativas o Estado Social e às funções do Estado na promoção e garantia de direitos essenciais.
    Assim, conhecer e discutir, por um lado, diferentes posicionamentos sobre a reforma do Estado Social, inscrevendo-os no âmbito das teorias sociais, e, por outro, as propostas que lhes estão associadas relativamente aos vários campos do trabalho social e, em particular, da animação e intervenção sociocultural, é a via seguida para a consecução dos objetivos fixados para a UC, o que passa por conhecer e problematizar os significados das formas organizativas e do mix de atores presentes nas respostas sociais e nessas propostas.

  • Demonstração da metodologia

    As sessões letivas em grande grupo, teóricas e teórico-práticas, recorrem a diversos tipos de materiais, para leitura e debate, sobre as temáticas em análise os quais são posteriormente colocados no moodle para disponibilização a todos os estudantes e, em particular, aos que apresentam menor frequência das aulas e/ou não estão em avaliação contínua.
    Nestas sessões o essencial das metodologias de ensino passa pela introdução dos temas pela/pelo docente e pelo debate em grande grupo. Estabelece-se assim a relação entre os conteúdos do programa e a problematização das propostas e das respostas sociais com que nos confrontamos.
    As sessões de orientação tutória, são geralmente concretizadas com grupos de 3 ou 4 estudantes, exigem a presença obrigatória de todos os elementos do grupo e estão direcionadas para o apoio e esclarecimento de dúvidas apresentadas pelos/pelas estudantes.
    A apresentação oral do trabalho de grupo, tem uma primeira etapa que consiste na elaboração e entrega à/ao docente de uma ficha de pré-projecto do trabalho final, onde já constam algumas leituras de suporte à análise do tema escolhido pelo grupo.
    As metodologias de avaliação, e os processos de trabalho a ela associados, procuram igualmente garantir a consecução dos objetivos de aprendizagem. Neste sentido, a realização de um trabalho individual em sala de aula, no final do primeiro bloco de conteúdos, procura garantir que conceitos e ideias-chave das principais problemáticas do programa são aprendidos.
    O trabalho final inclui obrigatoriamente, para além do enquadramento teórico sobre a temática escolhida, o estudo de um objeto empírico, o que implica a recolha de informação sobre uma instituição cuja atividade se desenvolva no âmbito de do tema escolhido pelas/pelos estudantes.
    Finalmente, a apresentação à turma das ideias chave presentes nos trabalhos finais, com presença obrigatória de todos os grupos, permite a abordagem e discussão alargada sobre os respetivos temas.

  • Docente(s) responsável(eis)

    Cristina Maria Gomes da Silva - 2.º Semestre

  • Bibliografia

    Antunes, Gonçalo. 2019. «Políticas de habitação social em Portugal: de 1974 à actualidade». Fórum Sociológico, no. 34: 7-17. \nCardoso, Susana, et al. 2012.«Estado e políticas sociais sobre a velhice em Portugal (1990-2008)». Análise Social, vol. XLVII, no. 3: 606-630.\nDiogo, Fernando, coord. 2021. A pobreza em Portugal. Trajetos e quotidianos. Lisboa: FFMS. \nEsping-Andersen, Gosta. 1991. «As três economias políticas do Welfare State». Lua Nova: Revista de Cultura e Política, n. 24: 85-116.\nFraser, Nancy e Linda Gordon. 1992 «Contrato versus Caridade: porque não existe cidadania social nos Estados Unidos?». Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 42: 27-52. \nHirschman, Albert O. 1992. A retórica da intransigência: futilidade, perversidade, ameaça. Rio de Janeiro: Companhia das Letras. \nMarshall, T.H. 1967 [1949] «Cidadania e classe social». Em Cidadania, classe social e status. Rio de Janeiro: Zahar, 57-114.\nPais, José Machado, et al. 2022. Inquérito às práticas culturais dos portugueses. 2020, Síntese dos resultados. Lisboa: ICS. \nSantos, Boaventura Sousa de. 1992. «O Estado, as relações salariais e o bem estar social na semiperiferia: o caso português». Oficina do CES, Centro de Estudos Sociais: Coimbra.\nTomás, Catarina e Gabriela Trevisan, eds.. 2021. Sociologia da infância em Portugal. Lisboa, APS: 26-49.\nTruninger, Monica e Vasco Ramos. 2019. Alimentação em tempos difíceis – Entre a família e a escola. Lisboa: Observatório Permanente da Juventude. \nWaquant, Loic. 2014 «Marginalidade, etnicidade e penalidade na cidade neoliberal. Uma cartografia analítica». Tempo Social, vol. 26, n. 2: 139-164.\n

  • Código

    LAS09

  • Modo de Ensino

    PRESENCIAL

  • ECTS

    5.0

  • Duração

    Semestral

  • Horas

    5h Orientação Tutorial

    15h Seminário

    20h Teóricas

    20h Teórico-Práticas

Conteúdo atualizado em 21/03/2025 15:46
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