Intervenção Social com Populações e Grupos de Risco
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Conhecimentos de Base Recomendados
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Objetivos
Compreender a problemática dos fatores de risco e a sua associação a grupos, populações, fases de desenvolvimento e situações de vulnerabilidade específicas.
Compreender as situações de vulnerabilidade específicas relacionadas com determinados períodos etários e ou acontecimentos.
Adaptar adequadamente o seu comportamento como pessoa e no seu âmbito profissional face a situações, grupos e populações em risco.
Sinalizar as situações de risco e procurar o apoio necessário à intervenção.
Entender o que significa deficiência, pessoa com deficiência, necessidades educativas especiais e educação inclusiva, perceber a vulnerabilidade destes grupos sociais.
Compreender o que significa conflito interpessoal e aprender algumas técnicas de prevenção e mediação de conflitos. -
Métodos de Ensino
Na gestão do programa de conteúdos, promovem-se os seguintes tipos de atividades:
- Sessões trabalho em plenário e/ou pequenos grupos a partir da informação fornecida diretamente pelo professor e/ou com recurso à utilização de textos e outros materiais (obras de ficção ou obras artísticas em formatos diversificados).
- Análise de obras artísticas (literárias, cinematográficas, plásticas…) que procurem abordar grupos, populações e ou situações de risco.
- Sessões de trabalho prático, privilegiando técnicas de dinâmica e animação de grupos.
- Visitas de Estudo/seminários com convidados (organizações, projectos, etc.).
- Pesquisa orientada em torno de temas/projectos relevantes para a UC e respetiva apresentação e discussão com os colegas da turma. -
Estágio(s)
Não
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Programa
As necessidades básicas humanas
Conceitos de risco e de factores de risco
Conceitos de vulnerabilidade social e resiliência
Evolução das ideias sobre os direitos/deveres das crianças/jovens
Maus tratos infantis, conceitos e tipologia
Proteção às crianças e jovens: Lei de Proteção de crianças e Jovens em Perigo
Delitos de menores: Lei Tutelar educativa
Deficiência e reabilitação
Necessidades educativas especiais e Educação Inclusiva
Noções básicas sobre a problemática da Violência doméstica
Noções básicas sobre Gestão e Mediação de conflitos. -
Demonstração de conteúdos
Os conteúdos abordados permitem que um futuro profissional na área da Intervenção Familiar e Comunitária ganhe a capacidade de avaliar a gravidade e a urgência de uma situação de risco e saiba agir adequadamente, possuindo a informação básica necessária. A identificação de uma situação de risco, a sua denúncia e a forma como este processo é expresso e devidamente encaminhado é de extrema importância e exige o domínio de um conjunto de conceitos básicos que os estudantes devem dominar e que são propostos no programa.
Por outro lado, quer como cidadãos, quer como futuros profissionais, é importante que os estudantes percebam o que significa conceber e adotar políticas nesta matéria, quer a nível nacional, como internacional, aprendendo assim a pesquisar o que existe e a mobilizar os diferentes recursos existentes quando necessário. É assim proposto um enquadramento legislativo que, sem ser exaustivo, faculta aos estudantes quadros legais de referência, ensinando-os a procurar mais, se necessário.
É também um objetivo fazer com que os estudantes desconstruam imagens estereotipadas que frequentemente trazem sobre grupos e populações de risco, pelo que o programa propõe abordagens teóricas importantes, evidenciando que qualquer pessoa pode ser afetada nas diversas fases da sua vida por diferentes “riscos”, em função dos contextos histórico, geográfico, cultural, social e territorial em que se vai situando.
Os conteúdos abordados reforçam igualmente a importância da resiliência e as possibilidades de transformação e crescimento dos sujeitos perante situações de risco e trajetórias adversas de vida, evitando perspetivas e prognósticos deterministas sobre situações de exclusão e/ou marginalidade. -
Demonstração da metodologia
A metodologia seguida permite abordar os conceitos e modelos de trabalho referidos nos conteúdos programáticos, propondo aos estudantes que os situem em obras literárias e documentais e em momentos e episódios do quotidiano (também os seus), propondo-lhes que construam um significado para as aprendizagens propostas. Os conceitos são trabalhados de forma articulada com experiências e projetos concretos no terreno, contando com a participação dos estudantes em momentos de debate. São ainda oferecidas aos estudantes um conjunto de possibilidades de trabalho que permitem que uma pesquisa de acordo com os seus próprios interesses e respetiva adequação à área do curso.
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Docente(s) responsável(eis)
Carla Cibele Fiel Vasconcelos Figueiredo - 1.º Semestre
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Bibliografia
Azevedo, Mª, Costa, A. (2006). Maus tratos à criança. Lisboa: Climepsi.\nBento, A, Barreto, E (2002). Sem Amor Sem abrigo, Lisboa: Climepsi.\nCanha, J. (2000). Criança maltratada. Lisboa: Quarteto editora.\nCarmo, Hermano (2000). Intervenção Social com grupos. Lisboa: Universidade Aberta.\nCarmo, Hermano. (2007). Desenvolvimento Comunitário. Lisboa: Universidade Aberta\nBaldry, A. & Farrington, D. (2000). Bullies e delinquentes: características pessoais e estilos parentais. Revista Portuguesa de Pedagogia, ano 34, nº 1, 2 e 3, 195-221.\nCleese, J, Skinner, R. (1990). Famílias e como sobreviver com elas. Porto: Edições Afrontamento\nCyrulnik, B. (2001a). Resiliência – Essa inaudita Capacidade de Construção Humana. Lisboa: Horizontes Pedagógicos, Instituto Piaget.\nCyrulnik, B. (2001b). Uma Infelicidade Maravilhosa – Vencer os fracassos da Infância. Lisboa: Edit. Ambar.\nCosta, Maria Emília (2003). Gestão de conflitos na escola. Lisboa: Universidade Aberta.\nFormosinho, M. D. & Taborda, M. C.(2001). O bullying na escola: prevalência, contextos e efeitos. Revista Portuguesa de Pedagogia, ano 35, nº2, 65-82.\nJares, X. (2002). Educação e Conflito Guia de Educação para a convivência. Porto: ASA.\nRamos, N. (2004). Psicologia Clínica e da Saúde. Lisboa: Universidade Aberta. (obrigatório)\nOrnelas, J. (2008). Psicologia Comunitária. Lisboa: Fim de Século Ed.\nPais, J.M. (2001). Jovens «arrumadores de carros» - a sobrevivência nas teias da toxicodependência, Análise Social, vol. XXXVI, n. 158-159, 2001, pgs. 373-398 \nPais, J.M. (2003a) Culturas Juvenis. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda\nPais, J.M. (2003b). Traços e Riscos de Vida. Uma abordagem qualitativa a modos de vida juvenis. Lisboa: Ambar. (obrigatório).\nPais, J.M. (2005). Ganchos, Tachos e Biscates. Jovens, trabalho e futuro. Lisboa: Ambar.\n\nLegislation\n- Child Protection Act and Young People in Danger, Lei nº 147/99 de 1 de Setembro\n- Law Educational Guardianship, Lei nº 166/99 de 14 de Setembro\n\n
Detalhes do curso
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Código
AF13
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Modo de Ensino
PRESENCIAL
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ECTS
5.0
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Duração
Semestral
