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Redes, Solidariedades e Coesão Social

    Detalhes do curso

  • Conhecimentos de Base Recomendados

    -

  • Objetivos

    - Dominar conhecimentos relativos a técnicas de observação e diagnóstico das relações interpessoais

    - Compreender, no âmbito da Sociologia e da Antropologia, a génese teórica e metodológica das redes sociais

    - Relacionar o conceito de rede social com outros, distinguindo a sua atualidade e especificidade face à emergência do pensamento e de práticas sustentáveis na atualidade

    - Compreender as redes na sua relação com a intervenção sociocultural fundamentais na construção da coesão e da solidariedade social

    - Analisar os sentidos múltiplos das organizações em rede no terreno das políticas sociais

    - Compreender e caracterizar a trajetória de uma rede social em contexto, conhecendo-a do ponto de vista conceptual e de intervenção

    - Experimentar diferentes abordagens metodológicas e técnicas convergentes de trabalho em rede com grupos e comunidades

    - Saber integrar os conhecimentos adquiridos na UC nos contextos profissionais da Animação Sociocultural

  • Métodos de Ensino

    De acordo com o modelo pedagógico da ESE-IPS, o ensino centrado no estudante envolve a aprendizagem ativa, pressupondo esta que o aluno “aprende em função do que faz [do que pensa, do que relaciona, do que questiona…] e que aprender implica mudanças nos seus objetivos, conhecimentos e capacidades, em grande medida determinadas pelos cenários e experiências de aprendizagem que forem criados” (p.18). É esta realmente a metodologia que se procura seguir nesta Unidade Curricular pois promovem-se laboratórios de investigação, aulas de campo e de experimentação social no espaço público, assim como Seminários, visitas e workshops com especialistas que trazem o seu conhecimento e experiência sobre os vários tópicos abordados no programa. Há também lugar nas aulas para a experimentação das técnicas de desenvolvimento interpessoal em grupo, simulações das técnicas expressivas e artísticas e relatos das respetivas vivências para identificar e compreender as dificuldades, as vantagens, assim como as possibilidades de mobilização para o Animador Sociocultural. Atendendo ao contexto académico isso também se faz com recurso à utilização de textos e outros materiais audiovisuais de suporte à compreensão dos conceitos e à relação com a experiência vivida. É também fundamental que construam, a par e passo, durante a UC, um processo de pesquisa centrado na recolha de informação e análise crítica sobre uma rede de coesão e solidariedade social: objetivos, dinâmicas de trabalho e enquadramento da intervenção do Animador Sociocultural.

  • Estágio(s)

    Não

  • Programa

    1. Conceito(s) de Rede Social

    2. Relações entre Rede, coesão e solidariedade social

    3. Tipologias de Redes de coesão e solidariedade social,

    3.1 A Rede Social da autarquia como lugar de planeamento e decisão concertada

    3.2. Redes orgânicas e inorgânicas de solidariedade, protesto e apoio

    4. Processo grupal, relações de ajuda e a abordagem centrada na pessoa

    4.1. Dinâmicas de grupo

    4.2. Espaços terapêuticos em grupo

    4.3. Grupos de encontro

    5. Terapias Expressivas e artísticas de Grupo

    5.1. O Grupo como meio de mudança e inclusão. Tipologias de grupo, mediadores artístico-expressivos e técnicas das Terapias

    Expressivas, convergentes com a intervenção em Animação Sociocultural: Arte Terapia, Dança Movimento Terapia, Musicoterapia

    5.2. Teatro e transformação pessoal e social (Teatro do Oprimido; Sociodrama; Teatro Playback)

  • Demonstração de conteúdos

    Com esta UC pretende-se que os estudantes aprofundem conceitos relativos ao conhecimento e à organização de grupos humanos e de instituições. Este assunto, embora previamente abordado na UC Relações Interpessoais, é aqui retomado com outras técnicas de estudo e de intervenção com as quais não tiveram contacto, expandindo o seu conhecimento de recursos pessoais e sociais, para pensar e agir em rede. São trabalhadas as relações interpessoais, considerando-as na sua dimensão atual, exigindo a criação de diversificadas formas de conexão entre espaços, comunidades e pessoas, capazes de mobilizar a sociedade civil para o desenvolvimento da coesão e da solidariedade social. A área das redes sociais é aqui trabalhada conceptualmente e de um ponto de vista multidimensional, aprofundando- se as dimensões de âmbito social mais significativas para a futura profissão, designadamente as redes sociais concelhias, a importância das terapias grupais e das terapias expressivas e artísticas de grupo.

  • Demonstração da metodologia

    A metodologia permite que os alunos se apropriem dos conceitos teóricos - propostos através da exposição do docente, da leitura e debate de alguns textos de referência, bem como da experimentação vivencial de algumas técnicas e métodos de intervenção sociocultural em rede. Propõe-se ainda a contextualização concetual na área profissional do curso através dos vários trabalhos e experiências desenvolvidas em aula. Há assim uma relação entre aquilo que se vai construindo em aula e aquilo que se solicita e traduz na avaliação através do uso do portfólio. Atendendo a que também se valoriza as experiências e práticas existentes no terreno, solicita-se também uma pesquisa que demonstre essa capacidade de entender e problematizar uma rede de coesão e solidariedade social e de através disso evidenciar a compreensão dos conceitos propostos. Os trabalhos são propostos aos estudantes à medida que o programa se vai desenvolvendo, permitindo assim que a avaliação se vá construindo em torno desses produtos que são na íntegra partilhados e discutidos na turma.

  • Docente(s) responsável(eis)

    -

  • Bibliografia

    Boal, A. (2008). Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas. Civilização Brasileira.

    Castels, M (2011) Redes de Indignação e Esperança, movimentos sociais na Era da Internet. Fundação Calouste Gulbenkian

    Castellano, C. Raposo, P. (2019). Textos para uma história da Arte socialmente comprometida. Editora Documenta.

    Cruz, H, (coord), et al (2016). Arte e Comunidade. Fundação Calouste Gulbenkian.

    Figueiredo, C.C., Alcântara, A., Fialho, F., Matos, J. (2022). IdoSOS, vozes cruzadas e aprendizagens intergeracionais em tempo de pandemia. Revista Da Investigação às Práticas (no prelo). CIED

    Rodrigues, T. (2017). Arte e Comunidade: Projetos de Intervenção Artística e Inclusão Social. Farol, nº 17, p.101-109.

    Rogers, C. (2002) Grupos de Encontro. Martins Fontes

  • Código

    LAS21

  • Modo de Ensino

    PRESENCIAL

  • ECTS

    5.0

  • Duração

    Semestral

  • Horas

    5h Orientação Tutorial

    6h Seminário

    20h Teóricas

    21h Teórico-Práticas

    8h Trabalho de Campo

Conteúdo atualizado em 21/03/2025 15:46
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